Fotos : Paulo Caruá
Retornar a Alcântara após quase três longos anos – marcados pela dor do distanciamento imposto pela pandemia do COVID-19 – a sensação foi a mesma. O “Mandou Legal” celebra os seres, fazeres e saberes do Maranhão e, claro, isso torna viagens frequentes parte do nosso trabalho e legado. Como todos os fazedores de cultura da nossa terra, também ficamos órfãos da tradição interrompida.
Fotos : Internet
O último domingo marcou mais um capítulo da retomada dessa tradição. Estar em Alcântara não era um trabalho: era um reencontro… Uma volta para casa.
Fotos : Paulo Caruá

Só se chega ao município por água ou de aeronaves – portanto, a primeira viagem em muito tempo foi guiada por Sebastião e Adenilson , tripulantes da embarcação Cisne Branco; as pontes humanas essenciais para esse retorno, bem como uma realização para outros passageiros que ainda tinham vivido a experiência de Alcântara.

Nas costas do Cisne Branco, o sonho se fez possível.

Chegando ao destino, sol escaldante, explosões de cores por todo canto, movimentação intensa de cidadãos e turistas e muita, mas muita festa foram alguns componentes de mais um dia caloroso em Alcântara.
Fotos : Paulo Caruá
Nenhum tão marcante, entretanto, que o embalo da marchinha avermelhada desfilando pelos paralelepípedos alcantarenses – ou o som das Caixeiras do Divino.
Fotos : Paulo Caruá
Era o penúltimo dia da Festa do Divino, uma tradição também marcante em outros estados, mas abraçada pelo Maranhão e já tornada um símbolo também nosso e, em particular, de Alcântara.

Simbolizantes do São João como feito no Maranhão, as bandeirinhas coloridas indicavam cada Casa de Festa preparada para o Espírito Santo. Também enfeitavam a Casa do Divino e o pátio da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, onde culminam os cortejos.

Do encontro dos mordomos à procissão da Leitura do Pelouro, cumpria-se mais um dia de celebração do ritual carregado de fé, música, nobreza e simbolismo.
Fotos : Paulo Caruá
Detalhes fazem de Alcântara um lugar único. Lá, o que delineia um campinho de futebol são as ruínas de um casarão secular inacabado, apenas um dos que se alternam com casarões preservados ao longo das ruas e ladeiras.

O visual é, sem trocadilhos, divino.

Dom Pedro II teria desistido de uma visita a Alcântara por tretas com duas famílias ricas locais. Azar o dele. Um dos destinos turísticos e históricos mais atrativos do nosso Maranhão está de cais abertos outra vez. Valeu a pena voltar – e para qualquer um, valerá a pena conhecer.
Produtor: Peterson Bruno
colaboração: José Vítor


